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Hora de sair da caixinha

Hora de sair da caixinha

Beto Lago - 25/06/2020

O futebol está parado. E isso vem provocando um rombo financeiro a cada dia que passa nos cofres dos clubes. Aqui em Pernambuco a situação não é diferente. E o horizonte está se mostrando um desafio ainda maior para os três grandes da Capital.

Sport, Santa Cruz e Náutico já retornaram aos treinos. Existe uma previsão de retorno do Estadual (fala-se em 15 de julho). Para alvirrubros e leoninos, o início dos Brasileiros seria em agosto. Ainda não tem previsão sobre Copa do Nordeste. Porem, todos os clubes sabem que vão jogar em estádios vazios. Ou seja, sem a receita de bilheteria.

Apostando na volta à Primeira Divisão, a diretoria do Sport acreditava que seria a salvação para o combalidos cofre do clube. Com a receita da televisão menor, por conta de débitos passados, o Leão aposta na venda de jogadores para respirar. O mesmo acontece no Náutico. Depois de fugir da Série C e de ter restaurado o estádio dos Aflitos, o caminho parecia bem traçado em 2020. A pandemia mudou tudo. Sem a força da arquibancada dos Aflitos precisa inovar para reforçar o caixa.

Já o Santa Cruz tinha um planejamento mais modesto que seus rivais. Precisando sair da Série C, o Tricolor apostava suas fichas financeiras na Copa do Nordeste e na força que vem do estádio do Arruda. Não terá receita de bilheteria e a cada dia seus dirigentes buscam caminhos mais tranquilos nesta estrada coral.

Mas são nos momentos mais complicados que as ideias aparecem rapidamente. A tal "lâmpada" precisa vim dos seus dirigentes. Sair da caixinha e buscar inovações, novos projetos para redirecionar o próprio marketing.

A pandemia mostrou novos modelos de comunicação. Os nossos clubes exploram pouco esta ferramenta. E olhe que seus clientes (torcedores) são os mais fiéis neste mercado. Nunca foi tão fundamental sair da caixinha, ser inovador, fazer diferente. Até mesmo porque isso depende o futuro do seu próprio clube.

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